Irmão José Ronaldo Viega Alves

Oriente de Santana do Livramento/RS

“Às vezes temos que saber nos calar, principalmente quando há pessoas mais sábias à nossa frente. Tampouco devemos interromper a conversa dos outros. Escutar, aprender e ouvir, esta é a forma de progredir no judaísmo.”

Rabino David Weitman

INTRODUÇÃO

Quando o assunto se refere ao verbo, à palavra, não há como não lembrar da expressão “No princípio era o verbo...” (João 1:1), aludindo às palavras iniciais do Gênesis, o Bereshit do Velho Testamento dos judeus. O nome Bereshit (no princípio ou no começo) remete à primeira palavra do início do relato, e faz destacar a ação divina no surgimento de tudo aquilo que existe. Só que, o primeiro verbo que aparece no livro do Gênesis é "criou". Ele indica a ação de criar algo a partir do nada. A palavra "palavra" só aparece um pouco depois, quando Deus emite um som ou ordem.

Nós Maçons, durante o momento da abertura dos trabalhos da Loja ouvimos compenetrados a leitura do Evangelho de João composto dos seguintes versículos:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela." (João 1:1-5)

Simbolicamente devemos entender que esta passagem bíblica é lida para representar a passagem da escuridão (a ignorância) para a luz (a sabedoria), portanto, o eixo temático que se relaciona diretamente com a Iniciação e o conteúdo do Grau de Aprendiz.

Então, o primeiro verbo que aparece no livro do Gênesis é "criou" (no hebraico, bará). E como foi dito logo acima: ele indica a ação de criar algo a partir do nada. A palavra "palavra", com também já foi dito, só vai aparecer um pouco depois, quando Deus emite um som ou ordem (ex: "E disse Deus: Haja luz").

Não é difícil confundir nesse caso verbo com palavra, o que acontece por causa da abertura de outro livro bíblico, ao lermos no Evangelho de João (Novo Testamento): “No princípio era o Verbo...”. Podemos ver que há diferença entre os dois conceitos, e podemos ver que com contextos diferentes. Num dicionário, palavra é sinônimo de verbo, e verbo é sinônimo de palavra.

Confusões à parte, o assunto traz à lembrança também outras expressões, a exemplo de “soltar o verbo”, que é quando alguém diz tudo o que pensa e sente. E ainda, a chamada verborragia, quando alguém fala uma porção de palavras inúteis de maneira abundante, e onde fica notório a escassez de ideias.

O poder da palavra, o seu uso, a responsabilidade sobre o que se vai dizer, o momento certo para falar, ou por outro lado, o mau uso que alguns cometem quando usam dela, o excesso, a superficialidade ou a irresponsabilidade, além de outras tantas variantes girando em torno desse assunto, renderiam um tratado.

Mas, vamos nos ater ao máximo sobre o que dispõe o título do presente trabalho, o foco precisa ser mantido, senão estaríamos incorrendo em alguns dos erros ventilados.

USANDO DA VISÃO DO JUDAÍSMO

Na visão do Judaísmo, o poder da fala é uma das maiores dádivas que Deus outorgou ao homem.

O homem não vive só, e para se comunicar com seus pares ele se utiliza da fala. Numa escala classificatória, consideremos a existência dos reinos mineral, vegetal, animal e humano, mas, somente o homem é o Medaber, palavra hebraica para designar o ser que é falador.

O falar e o quando falar, vai nos remeter ao conhecido ditado aquele que diz que “a palavra é de prata e o silêncio é de ouro”. Quando usamos os termos “palavra” e “silêncio”, dentro do contexto maçônico, estamos estabelecendo uma ligação.

Durante o transcorrer de uma sessão maçônica, existe uma passagem litúrgica denominada “Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular”, quando todos os Irmãos do quadro terão uma oportunidade igual de uso da palavra, obviamente, respeitando aqueles “mandamentos” do tipo objetividade e responsabilidade. O que nem sempre acontece, e em algumas sessões muito raramente acontece, pois, quem ainda não teve a oportunidade de presenciar um Irmão que usou ou usa desse momento inadequadamente, com exageros de verborragia, quando não de “devaneios”?

Para o recém-iniciado, para o Aprendiz, sendo a Maçonaria uma escola iniciática, simbolicamente ele ainda não sabe falar, portanto, não deverá, em princípio, fazer uso da palavra. Esse simbolismo é proveniente das escolas de mistério da antiguidade, e aqui não é a questão da igualdade sendo desrespeitada ou coisa semelhante que alguém já possa estar pensando, aqui é o respeito do Aprendiz em relação ao seu Grau, dado que, esse silêncio está relacionado à sua própria procura de entendimento e interpretação dos símbolos que o circundam na esfera do templo maçônico.

Mas, a arte de saber calar, de usar do silêncio, requer esforços e são parte fundamental dos ensinamentos ministrados aos Maçons desde o primeiro Grau, aliás, requer reforços eventualmente. Mais adiante, o Maçom quando for usar da palavra para o bem da Ordem em geral, seguirá as boas regras aprendidas, e verá como atributo ser sucinto, falar o que é necessário e, levar em conta, se é do interesse de todos. Como diz um dos títulos constantes da obra literária de Érico Veríssimo: o resto é silêncio.

O Irmão Ítalo Aslan, numa passagem de um trabalho seu, menciona que hoje em dia, mesmo no próprio dia da Cerimônia de Iniciação, há permissões, quando algumas vezes até se estimula ao neófito a “deitar falação”, e que como sabemos, tem aqueles que não se fazem de rogado. O Irmão Ítalo arremata o seu comentário assim:

“Perde ele, o néofito, não por culpa dele, a excelente e única oportunidade de se disciplinar, atropelando e conturbando uma possível condição de se tornar um dia um INICIADO.”

Não caberia refletirmos sobre o que foi dito acima, a partir da seguinte pergunta: quantos são aqueles que ao entrarem para a Maçonaria tem a noção do que seja uma Ordem Iniciática, e quantos, mesmo tendo tomado conhecimento disso ao longo da sua vida maçônica, levam isso a sério?

Aprendamos um pouco mais sobre a importância da palavra e do silêncio, com as lições milenares provenientes da cultura do povo judeu.

 

MÍSTICA JUDAICA: A LENDA DO GOLEM, CRIATURA A QUEM NÃO LHE CONCEDERAM O DOM DA FALA. POR QUÊ?

Para quem não conhece uma das lendas mais famosas do universo místico judaico (Kaballah), a do Golem é aquela que diz respeito à criação de um homúnculo, um ser artificial. Em uma das suas versões mais difundidas, conta-se que ele foi criado pelo rabino Yehuda Lowe, com a finalidade de defender os judeus da cidade de Praga, isso lá no século XVI.

Essa tosca criatura era somente um reflexo do poder divino, portanto, informe, imperfeita e limitada, pura força bruta. Foi criada a partir do barro, pelo Rabino Lowe e recebeu a centelha da vida por meio do poder de concentração do rabino que usou de encantamentos místicos e da pronúncia de fórmulas cabalísticas.

Um pedaço de papel onde estava inscrito o nome inefável de Deus (as quatro letras hebraicas que representam e refletem a linguagem de Deus, e que concentram Sua energia criadora) colocado na boca do Golem, e mantido ali, é que lhe garantia a “vida”. Quando retirado o pedaço de papel, o Golem quedava inerte, como se estivesse morto. Para o shabat (sábado, “dia do descanso”, no judaísmo), o rabino retirava o papel, o que faz supor que o rabino em sua bondade cuidava de propiciar o dia de descanso mais sagrado para os judeus, também à sua criação. Ao final do shabat, o rabino restituía o papel com a inscrição. Numa sexta-feira o rabino foi para a sinagoga, mas, se esqueceu completamente de remover o Santo Nome. Lá pelas tantas um alvoroço havia se instalado nas ruas, pois, o Golem havia se descontrolado e colocara em pânico os habitantes do gueto. O rabino quando recebeu a notícia, foi em direção à sua criação acabando por enfrentá-la para, somente depois de muito esforço, conseguir retirar o papel da boca do Golem, que, ato imediato, desabou no chão virado numa massa de barro.

Uma outra versão explica a vida do Golem através de inscrições em sua testa:

Palavra Hebraica

Significado

Efeito na Criatura

EMET

Verdade

Dava vida e movimento ao Golem.

MET

Morte

Fazia o Golem retornar ao pó de onde veio (removendo a primeira letra).

A finalidade aqui de expor sucintamente a lenda do Golem é mostrar que ele foi criado com o objetivo maior de dar proteção, conforme alguns, além da realização de pequenas tarefas domésticas conforme opinião de outros. Mas, ele esteve limitado durante todo o tempo ao cumprimento das ordens emitidas pelo rabino, eis que, não lhe foi dado o dom da fala. No entanto, para ele poder trabalhar, as palavras que lhe eram dirigidas pelo seu criador eram a energia que lhe davam movimento.

A lenda faz com que venhamos a refletir melhor a respeito desse dom que é o da fala, até porque nenhum rabino cabalista poderia outorgar à sua criação tal dom, pois, somente Deus é que pode insuflá-la no homem. Faz concluir ainda, que é um dom para ser utilizado com cuidado, por isso, não é destinado a toda e qualquer criatura.

O Talmud, que é um dos livros sagrados dos judeus contém histórias sobre outros Golens criados por diferentes rabinos, com as devidas limitações. É uma lenda que fascina e que permite várias interpretações.

A BÍBLIA E A FALA DE DEUS

O Velho Testamento evidencia o poder da fala de Deus, através das Asserções pronunciadas quando do ato da Criação. Por ocasião dos Dez Mandamentos também podemos perceber que a fala de Deus é a forma de manifestá-los.

Todo o acima exposto, a servir de exemplos, faz com que tenhamos ideia do poder então que nos foi dado, do instrumento que possuímos para uso próprio e da importância que o mesmo assume, já que podemos usar a boca para agradecer, para elogiar, enfim, para podermos nos comunicar, mas, também, podemos usá-la para falar mal, para ofender, enfim, até mesmo para acabar com outra pessoa. Tudo decorrente do poder da fala.

Além do mais, há de se considerar o pensar bíblico, onde a fala é idêntica à razão e à intuição.

A BÍBLIA E O ECLESIASTES

No Eclesiastes, cuja autoria é atribuída a Salomão (existem discussões intermináveis sobre se ele teria sido mesmo o seu autor), durante a leitura do Tempo para tudo já podemos perceber que a importância do falar e do saber calar vem de muito longe.

A sabedoria contida em um texto tão antigo é sempre um convite para que seja relido, e particularmente o Eclesiastes 3:1-8:

Tempo para tudo

1 Tudo neste mundo tem o seu tempo; cada coisa tem a sua ocasião.

2 Há tempo de nascer e tempo de morrer; tempo de plantar e tempo de arrancar;

3 tempo de matar e tempo de curar; tempo de derrubar e tempo de construir.

4 Há tempo de ficar triste e tempo de se alegrar; tempo de chorar e tempo de dançar;

5 tempo de espalhar pedras e tempo de ajuntá-las; tempo de abraçar e tempo de se afastar.

6 Há tempo de procurar e temo de perder; tempo de economizar e temo de desperdiçar;

7 tempo de rasgar e tempo de remendar; tempo de ficar calado e tempo de falar. (Grifo meu!)

 

MAIS DO JUDAÍSMO

Na história do povo escolhido, ficamos sabendo que o rei David passou a ser chamado de piedoso, porque ouvindo alguém amaldiçoá-lo optou por não retrucar.

Na Ética dos Pais, consta que não devemos abrir nossas bocas para coisas negativas, pois, quem cuida da sua língua está protegendo a sua alma da aflição. Belo e sábio ensinamento, pois, quantas vezes abrimos a boca para dizemos coisas que, somente depois com a cabeça fria, percebemos o mal que podem ter causado aquelas palavras que não devíamos ter proferido. Depois de haver usado de ofensas maldosas, o pior mesmo é saber que para a palavra dita não tem volta, e isso causa muito sofrimento depois.

AS LIÇÕES PROVINDAS DE OUTRAS CULTURAS ANTIGAS

Ainda que o propósito maior do presente trabalho seja mostrar o quanto o uso da palavra e o silêncio possuem de extrema importância no âmbito de uma filosofia iniciática, e tenhamos visto até aqui o respeito e os cuidados especiais por parte dos judeus em sua cultura manifestada desde os tempos bíblicos, não podemos deixar de registrar que também outras religiões, escolas e instituições da antiguidade dedicaram uma atenção toda especial ao cultivo desses atributos.

Cabe então destacar, ao menos, essas duas grandes referências, que vem à luz cada vez que nos reportamos ao silêncio em si, ou ao limitadíssimo uso da palavra, o que irá conduzir à sua utilização sucinta e correta no momento adequado. Estamos falando do Mitraísmo e do Pitagorismo.

Mitraísmo: Culto que se desenvolveu em torno de Mitra, uma das divindades do Zoroastrismo. Havia o aspecto iniciático composto de uma escala de sete graus, onde o primeiro Grau era o Corax, que significa corvo e que assim era representado pelo fato de que o corvo não sabia falar e não possuía ideias próprias.

Pitagorismo: Compunha-se de três categorias de discípulos, o que já remete direto à nossa Maçonaria Simbólica ao seu sistema de graus. Num primeiro momento, ou melhor, a primeira etapa dessa escala era composta dos Ouvintes (Akostikoi), constando da participação dos mesmos, mas obrigados a guardarem absoluto silêncio nessa fase que durava dois anos.

O USO DA PALAVRA: REVENDO O RITUAL

O nosso Ritual, no que tange ao uso da palavra, em específico, não poderia ser mais direto, e o que diz, não custa nada relembrar aqui: “objetivo, curto, claro e conciso.”. Quando alguém abusa desse momento que lhe é facultado com discursos longos e rebuscados, é dito que eles “em nada contribuem para a harmonia da sessão, cansando os Irmãos e desconcentrando-os.”

Já com relação ao uso da palavra pelos obreiros durante “A Palavra a Bem da Ordem em Geral e do Quadro em Particular”, o Ritual orienta no sentido de que o seu uso deve ser aproveitado para comunicações relevantes.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

As escolas iniciáticas sempre deixaram evidente aos seus candidatos, desde o princípio da senda a ser trilhada por aqueles que almejam a sabedoria que o exercício do silêncio é uma condição fundamental. A Maçonaria tendo recebido ao longo da sua história influências e um legado cultural provenientes de várias civilizações antigas, religiões, escolas e filosofias, a exemplo do Mitraísmo e do Pitagorismo, do ponto de vista simbólico, se espelha em alguns dos métodos que eram utilizados pelas mesmas.

Dentro desse universo simbólico maçônico, várias são as representações aludindo ao silêncio e ao momento adequado para o uso da palavra, portanto, em muitas das interpretações relativas aos símbolos utilizados, e na medida que os mesmos vão se revelando isso vai ficando mais claro.

A Régua de 24 PP.·. dentre suas várias significações, por exemplo, serve também para o Maçom medir as palavras que irá proferir, as palavras que irá proferir durante a sua manifestação de direito, o que envolverá, portanto, total responsabilidade.

Ainda se referindo ao manancial de influências que compõem o legado da Maçonaria, emerge sem dúvidas muito do vasto conhecimento que a cultura e a mística judaica legaram à humanidade como um todo, principalmente ao Ocidente, por via do livro sagrado ou Velho Testamento entre outros, e com tão significativas e ricas lições sobre o verbo e o seu uso, onde uma parte pudemos apreciar durante o desenvolvimento do trabalho apresentado.

 FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Revistas:

MORASHÁ, nº 11, dezembro de 1995: Tudo o que você sempre quis saber sobre o judaísmo... – Coluna do Rabino David Weitman.

“Golem”- SHALOM Documento- Supl. da Revista SHALOM, nº302 de Jul./Ago./Set. de 1994

Livros:

ASLAN, Ítalo. “A Lei Iniciática do Silêncio”, in: O PRUMO/ 1970 -2015 – Grau 1-Aprendiz – Vol. III

BÍBLIA SAGRADA COM ENCICLOPÉDIA BÍBLICA ILUSTRADA – Sociedade Bíblica do Brasil – 2011

CHAMPLIN, R.N. “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” – Editora Hagnos - 9ª Edição – 2008

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO ILUSTRADO VEJA LAROUSSE – V. 23-Ed. Abril S/A – 1ª Edição - 2006

GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” - Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. – 2ª Edição – 2008

RISTOW, Rogério. “A Régua de 24 PP.·. e o Uso do Verbo”, in: O PRUMO – 1970 -2010 – Coletânea de Artigos – Grau 1 - Aprendiz – Volume II.

RITUAL E INSTRUÇÕES – APRENDIZ MAÇOM- REAA – GORGS – Porto Alegre – Edição 2017

FONTES BIBLIOGRÁFICAS:

Revistas:

MORASHÁ, nº 11, dezembro de 1995: Tudo o que você sempre quis saber sobre o judaísmo... – Coluna do Rabino David Weitman.

“Golem”- SHALOM Documento- Supl. da Revista SHALOM, nº302 de Jul./Ago./Set. de 1994

Livros:

ASLAN, Ítalo. “A Lei Iniciática do Silêncio”, in: O PRUMO/ 1970 -2015 – Grau 1-Aprendiz – Vol. III

BÍBLIA SAGRADA COM ENCICLOPÉDIA BÍBLICA ILUSTRADA – Sociedade Bíblica do Brasil – 2011

CHAMPLIN, R.N. “Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia” – Editora Hagnos - 9ª Edição – 2008

DICIONÁRIO ENCICLOPÉDICO ILUSTRADO VEJA LAROUSSE – V. 23-Ed. Abril S/A – 1ª Edição - 2006

GIRARDI, João Ivo. “Do Meio-Dia à Meia-Noite Vade-Mécum Maçônico” - Nova Letra Gráfica e Editora Ltda. – 2ª Edição – 2008

RISTOW, Rogério. “A Régua de 24 PP.·. e o Uso do Verbo”, in: O PRUMO – 1970 -2010 – Coletânea de Artigos – Grau 1 - Aprendiz – Volume II.

RITUAL E INSTRUÇÕES – APRENDIZ MAÇOM- REAA – GORGS – Porto Alegre – Edição 2017