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Do Medo ao Mito: Uma História do Antimaçonismo

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OUVIR O ARTIGO Da Redação Ao longo de mais de dois séculos, a Maçonaria foi alvo de campanhas sistemáticas de difamação, teorias conspiratórias e ataques ideológicos que atravessaram fronteiras, regimes políticos e períodos históricos. O antimaçonismo — fenômeno recorrente sobretudo em ambientes clericais, autoritários e ultraconservadores — construiu uma narrativa persistente que associa a Ordem a conspirações globais, satanismo, dissolução moral e destruição das nações. Esta história, longe de ser episódica, revela muito mais sobre os temores de cada época do que sobre a própria Maçonaria.  As origens do discurso antimaçônico Um marco fundamental do antimaçonismo moderno foi a publicação, em 1805, da tradução polonesa da obra Mémoires pour servir à l’histoire du Jacobinisme, do padre francês Augustin Barruel. Violento opositor da Maçonaria e do Iluminismo, Barruel apresentou a Revolução Francesa como resultado de uma conspiração maçônica internacional. A edição polonesa, or...

Noite Histórica em Santos: Regularização da Loja Barão de Mauá Nº 3521

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O Grande Oriente do Brasil de São Paulo (GOB-SP) viveu uma noite de júbilo e fortalecimento de suas Colunas no Oriente de Santos. Em uma Sessão Magna revestida de grande emoção, a Loja Barão de Mauá nº 3521 realizou a Regularização dos Obreiros de seu quadro, reafirmando o seu compromisso com o Grande Oriente do Brasil. Os trabalhos foram conduzidos com maestria pelo Presidente da Comissão de Regularização, o Irmão Sinval Braz de Moraes, Secretário Estadual de Planejamento. A cerimônia foi abrilhantada pela presença ilustre do Grão-Mestre Estadual, Eminente Irmão Ruberval Ramos Castello, que fez questão de prestigiar este momento ímpar, demonstrando o apoio irrestrito do Grão-Mestrado ao fortalecimento das Lojas. O evento contou com uma comitiva de peso, demonstrando o alinhamento e a proximidade da gestão estadual com a oficina. Além da presidência dos trabalhos pelo Secretário de Planejamento e da presença do Grão-Mestre Estadual, a sessão também foi prestigiada pelos Irmãos: ...

Grande Oriente do Brasil Inaugura Ano Maçônico de 2026 Com Solenidade em Gramado

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Da Redação A cidade de Gramado, na Serra Gaúcha, tornou-se o epicentro da Maçonaria brasileira. Entre os dias 16 e 17 de janeiro, o Grande Oriente do Brasil – Rio Grande do Sul (GOB-RS) promoveu a abertura oficial do ano maçônico de 2026. O evento, realizado no icônico Hotel Serra Azul, reuniu lideranças e Irmãos de diversas regiões do país para marcar o reinício das atividades com foco na união e no fortalecimento institucional. Liderança Nacional e Autoridades Presentes A magnitude do evento foi refletida pela presença das mais altas autoridades da Ordem. O Soberano Grão-Mestre Geral do GOB, Ademir Cândido da Silva, e o Sapientíssimo Grão-Mestre Geral Adjunto, Adalberto Aluízio Eyng, lideraram a comitiva nacional. A cerimônia contou com uma representação robusta de todos os pilares da Ordem:  Executivo: Grão-Mestres Estaduais e seus Adjuntos, além de membros do Conselho Federal.  Legislativo e Judiciário: Autoridades maçônicas de ambos os poderes no âmbito do G...

A Bíblia não existe

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Por Pierre Gandonniere Costuma-se falar da Bíblia, da Torá, do Alcorão, do Antigo e do Novo Testamento como se fossem livros únicos, estáveis e perfeitamente definidos. Estritamente falando, nenhum deles existe dessa forma. Ainda assim, esses textos deram origem às três grandes religiões monoteístas, conhecidas como as “religiões do Livro”. O paradoxo é evidente. No início, não havia um livro, mas a Arca da Aliança. Segundo a tradição, construída por ordem divina transmitida a Moisés no Monte Sinai, ela permitia ao povo hebreu levar consigo seu Deus único. No seu interior estariam as tábuas da Lei — o Decálogo —, o primeiro texto escrito que anunciaria, de modo embrionário, um livro sagrado. Com a destruição do Primeiro Templo de Jerusalém, em 586 a.C., a Arca desapareceu, levando consigo qualquer vestígio material desse texto original. O que hoje chamamos de Antigo Testamento não é um livro, mas uma coleção de até 46 textos, reunidos ao longo de séculos. São fragmentos de orig...

Realmente Ainda Vale a Pena Ser Maçom? Reflexões de um Eterno Sonhado

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Por Dário Angelo Baggieri No Oriente Eterno, sob o céu de estrelas fixas, onde o Compasso traça círculos de mistério, pergunto ao eco das colunas B e J, no átrio da entrada do Templo: “Realmente ainda vale a pena ser Maçom?” O mundo gira em turbilhões de luzes falsas: telas que hipnotizam, ouro que escorre como areia, homens acorrentados a correntes invisíveis, vendendo a alma por likes , relacionamentos virtuais e efêmeros, cheios de promessas vazias. E a Loja? Ainda pulsa com o malhete do Venerável em sua condução? Ou tornou-se uma relíquia empoeirada, esquecida no porão do tempo? Lembro-me do primeiro toque da Espada da Justiça, fria contra o peito nu, colocada pelo Irmão Sacrificador, quando adentrei o Templo e firmei a promessa de retificar as arestas espiculadas de minhas intolerâncias; de lapidar a pedra tosca e bruta que sou, transformando-a em pedra polida e perfeita. Mas e hoje? Nas ruas de nossas cidades ainda nos deparamos com Irmãos de corações ávidos...

De Auschwitz a Nuremberg: Do Horror da Barbárie ao Império do Direito

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O dia 27 de janeiro ocupa um lugar singular na memória da humanidade. Foi nessa data, em 1945, que o Exército Vermelho libertou o campo de extermínio de Auschwitz, revelando ao mundo a dimensão do horror da Shoah. Mais do que o fim de um campo de concentração, aquele momento marcou o colapso moral de uma civilização que havia permitido que o ódio, a desumanização e a burocracia da morte se tornassem política de Estado. Diante das imagens de corpos famintos, de vidas aniquiladas e de uma racionalidade pervertida a serviço do extermínio, tornou-se evidente que o esquecimento não poderia mais ser uma opção. A guerra e seus crimes não podiam ser varridos para debaixo do tapete da História. A própria ideia de civilização estava ferida, e o direito, até então frequentemente impotente diante da força, precisava assumir um novo papel. É nesse contexto que surge o Processo de Nuremberg, iniciado em 20 de novembro de 1945 e encerrado em 1º de outubro de 1946. Pela primeira vez na história ...

Boaz ou Booz? Jaquim ou Jakin? Uma revisão sobre a etimologia dos nomes das colunas B e J (Parte II – Final)

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OUÇA O ARTIGO Ir.’. José Ronaldo Viega Alves(*) Na primeira parte conhecemos algo a respeito das origens e do significado da palavra BOAZ, nome atribuído à primeira das colunas do Templo do rei Salomão. Na sequência, conheceremos a palavra JACHIN, nome que corresponde à segunda coluna do pórtico do Templo do rei Salomão (3) . VARIAÇÕES DE ESCRITA A propósito o Ir.’. Pedro Juk, em seu blog, respondendo a uma pergunta que lhe foi endereçada sobre a grafia que mais correta, respondeu assim: “... a despeito de existirem várias corruptelas que nos são apresentadas (Jakim, Jakin, Jaquim, Jackin, etc.), a palavra grafada como Jachin, encontrada também nas línguas anglo-saxãs, nos parece ser a mais indicada.” (Juk, 2022) COMENTÁRIOS: Acabamos de ver um trecho em que o Ir.’. Pedro Juk nomeia algumas das variações que a palavra apresenta, o que o leitor deve ter em mente, pois, dependendo do autor, é possível que em algumas das transcrições que traremos durante o desenvolvimento do trabalho a gr...

Na Maçonaria, o Maior Poder Não é Ter Um Título, é Ter Uma Consciência.

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OUÇA O ARTIGO Da Redação Há irmãos que entram na Loja como se estivessem lançando uma campanha eleitoral: um olhar de estrategista, um sorriso superficial, um aperto de mão calculado e aquele brilho no olhar que diz: “Veremos qual é a minha posição…” Más notícias: a Loja não é uma sala de reuniões. E pior ainda: a Maçonaria não é um lugar onde se “toma o poder”. É um lugar onde se tem — na melhor das hipóteses — um despertar brutal. Não importa o quanto você se sinta no Oriente, use um cordão mais chamativo, pronuncie três palavras solenes e fale em tom moderado… o malhete não concede superpoderes. Não transforma um ego em sábio. Transforma, principalmente, um ego em… um ego com um malhete. E o ego com um malhete é uma espécie barulhenta: é audível, é perceptível e cansa a todos. A grande ilusão é confundir cargo com coroa. Na Maçonaria, um cargo deveria ser um serviço. Mas alguns o veem como uma promoção, uma vingança ou uma consagração. Eles querem “sua” plataforma, “seu” moment...

Léon Denis e a Maçonaria: Espiritualidade, Razão e Fraternidade

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OUÇA O ARTIGO Da Redação Léon Denis (1846–1927) é reconhecido como um dos maiores pensadores do Espiritismo francês e principal continuador da obra de Allan Kardec. Menos conhecida, mas igualmente relevante, é sua ligação com a Maçonaria, instituição com a qual compartilhou valores fundamentais e para a qual ofereceu significativa contribuição filosófica e espiritual. Filósofo, escritor e conferencista, Denis foi também um maçom ativo, participando dos debates intelectuais de seu tempo e aproximando o pensamento espírita da tradição iniciática maçônica. Sua atuação contribuiu para enriquecer as reflexões da Ordem sobre moral, espiritualidade, destino humano e responsabilidade ética. Os princípios defendidos por Léon Denis — como a busca da verdade, a fraternidade, o aperfeiçoamento moral e a evolução espiritual do ser humano — dialogam diretamente com os fundamentos da Maçonaria. Para ele, o progresso humano não poderia ocorrer sem ética, conhecimento e consciência espiritual, ...

Que Haja Harmonia: A Mesa Maçônica

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OUÇA O ARTIGO Por Andrew Hammer “Tudo o que fizeres, tudo o que comeres, tudo o que ofereceres em sacrifício, tudo o que deres em caridade, todas as austeridades que praticares, tudo o que fizeres, faze-o como uma oferta a Mim.” Bhagavad-Gita 9: 27 A convivência à mesa e a Maçonaria são inseparáveis. Historicamente, o banquete maçônico é uma parte essencial de qualquer reunião de irmãos, a ponto de um dos motivos declarados para a convocação de uma “Grande Loja” em Londres, em 1717, ter sido restaurar o banquete solsticial realizado em nome de um santo cristão adotado. E, na Escócia, pouco mais de cem anos antes, três dos treze pontos do Segundo Estatuto de Schaw, de 1599, tratam dos banquetes realizados para aprendizes e companheiros de ofício. Ao fazer tal afirmação, certamente não se pretende sugerir que o ato de comer seja mais importante do que o ritual ou a filosofia da Arte. Muito pelo contrário: a antiga convivência maçônica à mesa estava entrelaçada com ambos. Assi...

A Juventude e o Futuro da Maçonaria

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OUÇA O ARTIGO Da Redação O declínio demográfico figura hoje entre os desafios mais sérios enfrentados pelas sociedades ocidentais, ao lado do esgotamento dos recursos naturais, da degradação ambiental e da necessidade de sustentar uma ordem mundial equilibrada. Processos como emancipação individual, globalização, urbanização e avanço tecnológico tornaram a formação de famílias menos atrativa no plano pessoal, embora, paradoxalmente, representem uma ameaça estrutural para os Estados e para a macroeconomia. Com a taxa de fertilidade abaixo do nível de reposição, o aumento da expectativa de vida e o envelhecimento populacional, o peso sobre os sistemas previdenciários cresce de forma contínua. Em resposta, governos recorrem a políticas de incentivo à natalidade, como licenças parentais e subsídios, além de estimular a imigração. Tais medidas, contudo, frequentemente impactam tradições culturais, alteram costumes e geram novos desafios sociais. A fragilidade demográfica resulta ainda...