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207 - O DESPERTAR DE UM SELO: A LITERATURA MAÇÔNICA CAPIXABA EM SUA MÁXIMA EXPRESSÃO

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Segunda edição de "Memórias do Oriente Eterno" marca a consolidação de um projeto editorial independente liderado por acadêmicos da AMLES .    A literatura maçônica brasileira ganha um novo e vigoroso capítulo com a consolidação do selo Contos Maçônicos. O que nasceu como um impulso criativo individual transformou-se em um movimento coletivo e independente, unindo cinco vozes exponenciais da AMLES – Academia Maçônica de Letras do Espírito Santo . A segunda edição da obra inaugural, " Memórias do Oriente Eterno ", chega ao público não apenas como um livro, mas como o marco zero de um projeto de continuidade que promete redefinir a narrativa maçônica contemporânea. A Gênese de um Movimento Independente    O projeto floresceu da iniciativa de Jacques Mota , que ao vislumbrar o potencial de uma obra coletiva, uniu-se a Jefferson Araújo . A partir desse núcleo, a coautoria expandiu-se com a chegada de Hilquias Scardua , estabelecendo a base estrutural da o...

207 - MAÇONARIA, LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E CULTURA DA PAZ

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  Por Adauto Paranhos Os acontecimentos que marcaram o cenário internacional nos últimos anos, especialmente após os ataques terroristas de 7 de outubro de 2023 em Israel, evidenciaram como conflitos geopolíticos podem ultrapassar fronteiras e alimentar o crescimento do extremismo, da intolerância religiosa, do antissemitismo, da islamofobia e de diversas formas de radicalização. Mesmo países distantes dos campos de batalha passaram a sentir os reflexos desse ambiente de polarização. Redes sociais transformaram-se em espaços de propagação do ódio, discursos extremistas ganharam visibilidade e antigas divisões religiosas, étnicas e ideológicas voltaram a ocupar o centro do debate público. Diante desse cenário, torna-se oportuno refletir sobre a contribuição que a Maçonaria pode oferecer à sociedade brasileira na defesa da paz, da liberdade de consciência e da convivência fraterna. A Maçonaria diante dos desafios do século XXI Desde suas origens, a Maçonaria não foi conce...

207 - A TOLERÂNCIA E SEUS LIMITES NA VIDA CONTEMPORÂNEA

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  Da Redação A Maçonaria, frequentemente descrita como uma ordem iniciática, tradicional e universal fundada na fraternidade, não se apresenta como uma escola, uma filosofia fechada ou um dogma. Ela se define mais como um caminho de formação interior e um método de aperfeiçoamento humano. Nesse sentido, sua proposta não é oferecer verdades prontas, mas incentivar um processo contínuo de transformação pessoal e consciência ética diante do mundo. O caminho da formação humana Como caminho, essa visão busca auxiliar o indivíduo a tornar-se aquilo que ele é potencialmente capaz de ser. O ser humano não é entendido como algo fixo, mas como um projeto em constante construção, moldado pelas escolhas, experiências e responsabilidades assumidas ao longo da vida. Como método, essa perspectiva propõe uma abertura à superação de si mesmo, conduzindo o indivíduo à percepção de sua ligação com a humanidade em sua diversidade. O encontro com o outro — com suas diferenças, culturas e visõ...

207 - O CASO DA ILHA DO CAIXÃO

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  Por Luís A. Otero-González A maioria dos maçons hoje considera como garantida a liberdade de frequentar suas respectivas lojas à noite, sabendo que podem se reunir em paz e trabalhar no polimento de suas pedras brutas. Infelizmente, esse não era o caso para muitos maçons do século XIX, particularmente aqueles que viviam em países onde a Fraternidade era acusada de ameaçar o governo ou a ordem social. Isso forçou maçons em muitas jurisdições da América Latina a trabalhar na escuridão. Uma dessas circunstâncias ocorreu com a Loja Aurora n deg 7, no município de Ponce, Porto Rico, quando a ilha era colônia da Espanha. O governo monárquico se opunha à reunião pacífica de cidadãos das lojas sob a jurisdição da Grande Loja de Porto Rico. Naquela época, as lojas afiliadas à Grande Loja de Porto Rico eram acusadas de serem subversivas e revolucionárias, já que a Grande Loja era filiada à Grande Loja de Cuba, que era considerada separatista. Isso obrigou os membros da Loja Aurora a se...

207 - O PENSAMENTO DE SANTO AGOSTINHO E A LIÇÃO PARA A MAÇONARIA

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  Da Redação Poucos pensadores exerceram tanta influência sobre a filosofia e a teologia cristãs quanto Santo Agostinho, bispo de Hipona (354–430 d.C.). Autor de mais de uma centena de obras, ele permanece atual graças a clássicos como Confissões e A Cidade de Deus , textos que continuam sendo estudados nas universidades e debatidos por estudiosos de diversas áreas. Além de sua importância para o pensamento cristão, Agostinho oferece reflexões que dialogam profundamente com a filosofia maçônica, especialmente quando trata da relação entre os símbolos exteriores e a transformação interior do ser humano. Um mestre da interioridade Em Confissões , Agostinho narra sua juventude marcada por excessos, sua passagem pelo maniqueísmo e sua longa busca pela verdade até sua conversão ao Cristianismo. Essa jornada revela um homem que compreendeu que o verdadeiro conhecimento não nasce apenas da observação do mundo exterior, mas principalmente do aperfeiçoamento da alma. Essa mesma b...

207 - O APRENDIZ E OS PEDREIROS DO TEMPO

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  *Por Gregório José* Conta-se que certa vez ingressou em uma Loja um jovem Aprendiz. Era inteligente, estudado e possuía uma eloquência admirável. No mundo profano, sua profissão lhe conferia respeito e prestígio. Acostumado a defender causas e a sustentar argumentos diante de homens importantes, acreditava compreender bem a natureza humana. Nas primeiras sessões, porém, algo lhe chamava a atenção. Observava os Irmãos mais antigos. Alguns contavam cinco anos de Ordem; outros, dez, vinte, trinta ou até mais. Via-os levantar-se lentamente de seus assentos. Caminhavam pelo Templo com passos calmos, quase como se deslizassem sobre o piso mosaico. Cumpriam seus deveres sem pressa, atentos a cada detalhe. Muitos já eram aposentados. Alguns chegavam acompanhados por Irmãos mais jovens, que lhes ofereciam carona. Outros necessitavam de auxílio para subir os degraus do Templo. O Aprendiz observava tudo aquilo e não compreendia. — Por que ainda vêm à Loja? — comentava em voz b...

207 - O SIMBOLISMO DO INCENSO NOS RITUAIS

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  Memória, Espiritualidade e Percepção Sensorial Da Redação Dentro do Templo maçônico, além das tradicionais decorações simbólicas representadas no quadro de Loja correspondente a cada grau, existiam também outros elementos ritualísticos que, com o passar do tempo, caíram em desuso. Entre eles estavam as fumigações, práticas que antigamente faziam parte dos trabalhos cerimoniais. O uso de velas e, principalmente, da fumaça produzida pelo incenso pode causar surpresa, pois esses elementos remetem imediatamente às celebrações religiosas. Entretanto, o emprego do incenso possui uma história muito mais antiga, atravessando diferentes culturas, tradições espirituais e sistemas simbólicos. Na tradição cristã, por exemplo, a utilização litúrgica do incenso só foi incorporada pela Igreja a partir do século IV. Nos primeiros tempos do cristianismo, seu uso era evitado porque estava associado aos cultos pagãos do mundo romano. Muitos cristãos perseguidos eram pressionados a abandonar s...