A MAÇONARIA E A ÁRVORE DE BAMBU CHINESA

 

Por Bill Hosler

Há não muito tempo, assisti a um vídeo de uma palestra motivacional apresentada por um homem chamado Les Brown. Nessa palestra, Brown explicou como a vida de uma pessoa e o seu sucesso podem ser comparados ao cultivo de uma árvore de bambu chinesa.

A árvore de bambu chinesa não é fácil de cultivar. Para que ela cresça, o solo onde a semente é plantada deve ser regado e adubado diariamente, sem falhas, durante cinco anos. No entanto, durante todo esse período, nada parece acontecer. A planta não brota até o quinto ano. Então, após esse longo tempo de dedicação e paciência, o trabalho do cultivador é recompensado: a árvore cresce mais de 27 metros de altura em apenas um ano.

Brown explica que muitas pessoas acabam permitindo que a árvore morra porque se desanimam. Depois de tanto esforço, gastando tempo e energia para adubar o solo e regar a semente sem enxergar qualquer resultado visível, elas começam a perder a fé no processo, em suas próprias capacidades ou, pior ainda, passam a ouvir aqueles que dizem que nada dará certo. Quando abandonam o trabalho necessário, a árvore jamais ganha vida.

Na sociedade atual, acostumada à rapidez e à gratificação imediata, muitos de nós desejamos começar já no topo e acreditamos que o sucesso deve ser instantâneo. Quando os objetivos não são alcançados rapidamente ou quando os resultados não aparecem na primeira tentativa, a frustração surge. Muitas vezes, passamos a ouvir aquela voz negativa dentro de nós ou aqueles que, por seus próprios interesses e preconceitos, não desejam ver nosso sucesso. Desistimos e seguimos outro caminho, enquanto a semente do bambu chinês que plantamos acaba murchando e morrendo por falta de cuidado.

Irmãos, na minha opinião, a renovação maçônica é muito semelhante à história dessa árvore de bambu chinesa.

Ao longo dos anos desde que fui elevado ao Sublime Grau de Mestre Maçom, passei a me interessar profundamente pelo movimento de renovação da Maçonaria. Trabalhei ao lado de muitos maçons dedicados, homens que investem seu tempo, seus recursos e suas energias na Arte Real com a esperança de fortalecer novamente a Ordem e ajudá-la a recuperar seu legítimo papel na sociedade.

Contudo, também vi muitos desses irmãos se cansarem. Alguns acabam cedendo às críticas daqueles que colocam obstáculos em seu caminho. Outros deixam de perceber os avanços já conquistados ou acreditam que os frutos de seu trabalho não estão surgindo com a rapidez desejada. Há ainda aqueles que se desanimam diante da resistência dos que preferem que a Fraternidade permaneça exatamente como tem sido nas últimas décadas. Infelizmente, acabam abandonando seus esforços e afastando-se da Maçonaria.

Isso é lamentável por muitas razões.

Em relativamente poucos anos, a Maçonaria alcançou progressos significativos. Em diversas jurisdições, houve importantes avanços no reconhecimento mútuo entre Potências Maçônicas, uma valorização crescente da educação maçônica dentro das Lojas e a adoção de práticas que tornam os trabalhos mais acessíveis e participativos. O progresso pode não ocorrer na velocidade que gostaríamos, mas ele existe e continua acontecendo.

Porém, se desejamos que essa evolução prossiga, precisamos continuar cultivando o terreno onde a semente foi plantada há tantos anos.

Irmãos, a Ordem precisa de cada um de nós.

Cada maçom que se afasta representa uma força a menos para trabalhar na Loja, orientar os irmãos mais jovens, transmitir conhecimentos e contribuir para o fortalecimento da instituição. Somos mais fortes juntos do que isoladamente. Assim como uma corda formada por vários fios possui maior resistência, a Maçonaria se fortalece quando seus membros permanecem unidos em torno de seus ideais.

Cada um de nós recebeu talentos diferentes do Grande Arquiteto do Universo. Alguns são escritores; outros, oradores; alguns dominam o ritual; outros possuem habilidades administrativas, organizacionais ou sociais. Independentemente de suas capacidades específicas, todos têm um papel importante nessa grande obra de renovação maçônica.

Não importa quem você seja: a Maçonaria precisa de você.

Cada irmão é valioso e difícil de substituir. Se você conhece alguém que esteja pensando em deixar a Fraternidade, procure conversar com ele. Mostre-lhe a importância de sua presença para a Loja, para os irmãos e para a Ordem como um todo. Se ele já se afastou, convide-o a retornar e a somar seus esforços aos nossos.

Se desejamos ver a Maçonaria forte novamente, precisamos do trabalho, da dedicação e do apoio de cada um de seus membros.

A lição da árvore de bambu chinesa é clara: os maiores resultados muitas vezes são precedidos por longos períodos de trabalho silencioso e aparentemente invisível. A perseverança é o que transforma uma simples semente em uma árvore grandiosa. Da mesma forma, a dedicação constante dos maçons de hoje será responsável pelo fortalecimento da Maçonaria de amanhã.

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