COMPROMISSO E COMPROMETIMENTO. ENVOLVIMENTO E COMPROMETIMENTO. SER E ESTAR
Uma metáfora muito conhecida e muito verdadeira
nos ensina que uma corrente é tão forte quanto o seu elo mais fraco. De nada
adianta o Presidente ou o Delegado serem elos de aço se alguns outros elos são
de isopor! Fato é, que se um Irmão falha em seus compromissos, de uma forma ou
de outra todos os demais são afetados.
Um compromisso, por sua vez, resulta de uma
promessa a ser cumprida. A palavra promissum que herdamos do latim tem
esse significado: coisa devida e obrigação solene assumida perante alguém ou um
grupo de pessoas. Que nada mais é que os juramentos e as perguntas que nos
foram feitas no ato solene da nossa iniciação, onde nos foram questionados
nossos compromissos de forma clara e objetiva, naquele momento perante todos os
irmãos presentes assumimos tais compromissos, esses para com Deus, para com a
maçonaria, para com a família e para com a sociedade.
O Grande Oriente do Brasil menciona: A
participação do maçom nos compromissos maçons exige comprometimento contínuo,
não se limitando a rituais, mas englobando a prática ética e a melhoria pessoal
constante (desbastar a pedra bruta). Envolve presença ativa nas reuniões,
estudo das instruções, sigilo e engajamento em projetos, visando o
aperfeiçoamento próprio e da sociedade.
A frase parece confusa quando se menciona os
termos participação, compromissos e comprometimento, mas pretendo aqui deixá-la
mais clara, pois ela carrega uma forte mensagem.
Compromisso e comprometimento
A diferença que mais se destaca entre
compromisso e comprometimento é que o compromisso é uma obrigação que
assumimos, necessitando que façamos o que devemos fazer. Enquanto o
comprometimento é um estado de dedicação, indo além do básico. Enquanto o compromisso
é o “que”, o comprometimento é o “como”.
Na prática, aquele que faz o que deve é
considerado um ser compromissado, já aquele que se doa, deixando o melhor de si
nas ações, promovendo os melhores resultados para uma melhor convivência é
comprometido.
E quando comparamos o envolvido com o
comprometido?
Aí entramos em uma seara mais comum no nosso
cotidiano, pois temos muitos envolvidos, em todos os âmbitos tanto na vida
profana quanto na maçônica, e esse tipo de tema causa desconforto, o motivo por
obvio se dá na simples diferença entre fazer por participação e fazer por
propósito. Pois se envolver é um nível, podendo se diferenciar de um para o
outro, enquanto se comprometer é dedicar-se por completo, assumir
responsabilidades e garantir que o melhor resultado comum ocorra. Envolvimento
é sobre tarefa, compromisso é sobre propósito.
A Fábula do Porco e da Galinha
Esta é a história mais clássica sobre a
diferença entre envolvimento e comprometimento.
A História: Uma galinha e um porco
caminhavam pela fazenda.
A galinha propõe: "Vamos abrir um
restaurante!".
O porco pergunta: "E qual será o
nome?".
Ela responde: "Ovos com Bacon".
O porco reflete e responde: "Acho melhor
não. Para você, é apenas um envolvimento (botar ovos).
Para mim, é um comprometimento total (dar a
própria vida)".
A Moral: Estar comprometido
significa colocar o seu melhor e assumir a responsabilidade total pelo
resultado, não apenas participar superficialmente.
Ser e estar
Dois verbos tão parecidos e tão distantes, eu
sou e eu estou soam parecidas, mas resultam em diferentes esferas. O verbo ser,
indica permanências e definições, enquanto o verbo estar indica estados
temporários e passageiros.
Me permito usar o nosso irmão Venerável Mestre
Antônio Carlos Lampert como exemplo nesta comparação:
Nosso irmão é maçom, porém está como Venerável
Mestre.
Mas o que essas comparações trazem de amostra
para nossa vida tanto profana quanto maçônica? A resposta já foi dita entre
linhas, dificilmente um irmão que é envolvido ou compromissado vai conseguir estar.
Então quando a frase do GOB é lida novamente, percebemos
as diferenças: a participação do maçom (que é algo transitório) nos
compromissos (que é algo transitório) maçons exige comprometimento (que é algo
permanente) contínuo, não se limitando a rituais, mas englobando a prática
ética e a melhoria pessoal constante (desbastar a pedra bruta). Envolve
presença ativa nas reuniões, estudo das instruções, sigilo e engajamento em
projetos, visando o aperfeiçoamento próprio e da sociedade.
Nossas participações e compromissos vem e vão,
nosso comprometimento não.
Por fim, não é suficiente estarmos comprometidos, é preciso sermos comprometidos, o comprometimento precisa ser uma virtude do maçom, e virtude não é algo transitório, é algo que precisa ser permanente, mas... algo que não é fácil, necessita nossa lapidação, para que o comprometimento não passe de ser para estar.

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