Síndrome de Pequeno Príncipe
Por Marcelo Chaim Chohfi (*) Ai que saudades das terças-feiras de antes. Dia de sessão na Loja, só à noite, mas o coração mostra-se diferente logo pela manhã. Para uns, mera ansiedade; para outros, chega a dar uma aceleração no peito, estilo motor de Fiat 147 aquecendo com o afogador puxado. A cunhada, diante da inquietação do marido - que se repete britanicamente no mesmo dia da semana - não perde a oportunidade de cutucar o coitado: "O que que tem lá de tão bom, assim? Nunca vi, toda terça você fica que nem pinto no lixo!" Hora de engolir o sapo, conter a agitação e tocar em frente, aguardando o fraternal e caloroso reencontro com os Irmãos. Afinal, sequer seria possível tentar traduzir, em palavras, tantos e tão intensos momentos de alegria da alma. Antes da sessão, cumprimentar os Irmãos é algo simplesmente especial. O sorriso no rosto de cada um é contagiante e afasta qualquer agrura externa. É o abraço de urso dado pelo gigante (de coração maior ainda), que te faz t...