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Mostrando postagens de outubro, 2025

AIMI Homenageia Irmão Antônio do Carmo Ferreira Com o Diploma de Longevidade Maçônica

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  OUÇA O ARTIGO Da Redação Em uma noite de fraternidade, reconhecimento e emoção, a Academia Internacional de Maçons Imortais (AIMI) concedeu ao Sapientíssimo Irmão e Confrade Antônio do Carmo Ferreira o Diploma de Longevidade Maçônica, honraria criada recentemente pela Instituição para celebrar a vida e a dedicação daqueles que ultrapassaram a marca dos noventa anos de idade em plena atividade maçônica. A solenidade ocorreu em 14 de outubro de 2025, durante reunião da A.R.L.S. Imperador Pedro I nº 03, jurisdicionada ao Grande Oriente Maçônico do Distrito Federal (GOMDF), filiado à Confederação Maçônica do Brasil (COMAB). O evento, realizado no Templo da Loja Estudo e Trabalho (GODF), teve como tema especial o Dia do Professor, unindo, simbolicamente, o valor da sabedoria e da experiência — virtudes que definem a trajetória do homenageado. Representando a Academia Internacional de Maçons Imortais, o Eminente Irmão e Confrade Eliser Kadesh Rosa Assunção foi o encarregado de pr...

80 Anos do Nobel ao Irmão Alexander Fleming

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OUÇA O ARTIGO Da Redação Há oitenta anos, o prestigioso prêmio foi concedido ao médico escocês e maçom que, com a descoberta da penicilina — o primeiro antibiótico do mundo — revolucionou a medicina e salvou milhões de vidas. No dia 25 de outubro de 1945, Alexander Fleming recebeu de Estocolmo um telegrama destinado a mudar para sempre a história da medicina: ele havia sido agraciado com o Prêmio Nobel de Medicina, ao lado de sua equipe de Oxford, composta pelo patologista Howard Florey e pelo bioquímico Ernst Boris Chain. Após anos de pesquisas, intuições e experimentações, Fleming entrava oficialmente para o panteão da ciência moderna. A descoberta da penicilina, o primeiro antibiótico da história, não apenas salvou milhões de vidas como também abriu caminho para a farmacoterapia moderna.  A descoberta Tudo começou na manhã de 28 de setembro de 1928. Ao retornar de uma viagem com a família a Suffolk, Fleming notou que, entre as cápsulas de Petri de seu laboratório, ha...

A Água, as Purificações e o Mar de Bronze

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OUÇA O ARTIGO Por Irmão José Ronaldo Viega Alves “A água é representada em alquimia por um triângulo invertido. Para os hermetistas, compõe o princípio úmido da plasticidade, da materialidade, da passividade e da mutação. A água é um princípio feminino, representa o Astral, é o oposto do elemento Fogo, que é dinâmico e masculino. Na Maçonaria, é usada para a primeira purificação da matéria; nas religiões, o batismo é feito pela Água, simbolizando a purificação, o perdão dos pecados e a colocação do Espírito na pessoa.” (“Vade-Mécum Maçônico”, 2008, p. 20) Introdução A água é um elemento essencial à vida — humana, animal e vegetal. Desde os tempos mais remotos, o homem e as civilizações procuraram se estabelecer em locais onde houvesse água, considerando sua importância vital para a sobrevivência, o cultivo e o desenvolvimento das comunidades. No decorrer da história, a posse de terras com abundância de água motivou inúmeras disputas territoriais e conflitos. Podemos d...

Mussolini e a Perseguição à Maçonaria: A Ordem para que os Maçons “Adormeçam para Sempre”

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OUÇA O ARTIGO Da Redação No ano de 1930, em meio ao avanço do fascismo na Itália, o ditador Benito Mussolini fez uma declaração pública que ecoaria como uma sentença de morte simbólica — e, em muitos casos, literal — contra a liberdade de pensamento: recomendou que os maçons fossem eliminados, para que, segundo suas próprias palavras, “adormeçam para sempre”. Essa frase brutal sintetiza o clima de perseguição, censura e intolerância que marcou um dos períodos mais sombrios da história moderna europeia.  A Maçonaria como inimiga do totalitarismo Desde o início do regime fascista, Mussolini via na Maçonaria um inimigo ideológico e moral. Para o ditador, a fraternidade maçônica representava tudo o que o fascismo desprezava: liberdade individual, pensamento crítico, laicidade e internacionalismo. A Maçonaria, com seus princípios de tolerância, fraternidade e razão, era percebida como um obstáculo natural à construção de um Estado totalitário, que exigia obediência cega ao parti...

A Crise entre a Igreja e a Maçonaria no Segundo Império

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OUÇA O ARTIGO Da Redação Durante o Segundo Império, sob o reinado de Dom Pedro II, o Brasil viveu um período de relativa estabilidade política, desenvolvimento cultural e amadurecimento institucional. Entretanto, nem mesmo o equilíbrio e a moderação do imperador foram suficientes para evitar um dos mais intensos embates ideológicos da história nacional: o conflito entre a Igreja Católica e a Maçonaria, ocorrido entre 1872 e 1875. Essa crise, que teve reflexos profundos nas relações entre o Estado brasileiro e o Vaticano, representou o choque entre duas visões de mundo: de um lado, a tradição religiosa e hierárquica; de outro, o pensamento racionalista, laico e progressista cultivado nos círculos maçônicos.  O Contexto: Maçonaria e Igreja no Brasil Imperial Desde o início do Império, a Maçonaria exercia forte influência entre as elites políticas e intelectuais. Muitos dos protagonistas da Independência e das reformas liberais eram maçons, defensores da liberdade de consciê...

Entre o Orgulho e a Igualdade: Como a Maçonaria Enfrenta a Síndrome do Penúltimo

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OUÇA O ARTIGO Da Redação Em uma sociedade marcada por abismos econômicos e desigualdade estrutural, uma curiosa e inquietante dinâmica psicológica ajuda a explicar por que tantos resistem a políticas que, em tese, os beneficiariam. Trata-se da chamada “síndrome do penúltimo”, conceito formulado pelos economistas Ilyana Kuziemko (Princeton) e Michael I. Norton (Harvard), que descreve o medo de ocupar o último degrau da hierarquia social. Esse temor leva muitos indivíduos — especialmente os mais vulneráveis — a se oporem a medidas de redistribuição de renda ou de inclusão social, apenas para preservar uma frágil sensação de superioridade. Mas esse fenômeno não se restringe ao campo econômico. Ele toca nas fibras mais profundas da natureza humana — o medo de “cair”, de perder status, de ser ultrapassado. E, curiosamente, encontra um eco simbólico e moral na Maçonaria, instituição que nasceu justamente para dissolver essas fronteiras e afirmar a igualdade essencial entre os homens. ...

A Maçonaria e a Influência Dos Marginalizados da Reforma Protestante

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OUÇA O TEXTO Da Redação “A melhor coisa sobre as religiões são seus hereges.” — Friedrich Hebbel No contexto dos séculos XVI e XVII, em meio à tempestade de dogmatismos que dividiu a cristandade entre Roma e Wittenberg, emergiu um grupo de pensadores e reformadores que buscavam algo além da ortodoxia: a liberdade de consciência. Entre esses espíritos indomáveis, destacam-se Lélio e Fausto Socino, os fundadores do socinianismo, corrente que defendia uma fé racional, humanista e profundamente ética — valores que mais tarde ecoariam nas colunas da Maçonaria especulativa. I – O Caminho para a Liberdade de Pensamento “É tão fácil esmagar a liberdade interior do homem em nome da liberdade externa.” — Rabindranath Tagore Lélio Socino, nascido em Siena em 1525, foi herdeiro de uma linhagem de juristas, mas cedo desviou sua atenção dos tribunais para os textos sagrados. Em uma Europa dominada pela intolerância religiosa, Lélio ousou questionar o dogma da Trindade, propon...

A Peneira do Caminho Iniciático

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OUÇA O TEXTO Por Rosmunda Cristiano Na Maçonaria, a peneira é frequentemente chamada de filtro interno, um teste invisível que seleciona aqueles que têm paciência, perseverança e força interior para permanecer. É um conceito severo, mas não cruel: ajuda a destacar aqueles que estão realmente dispostos a trabalhar em suas próprias pedras. Muitos se aproximam com entusiasmo: olhos brilhantes, um coração ardente, uma mente cheia de esperança e expectativa. Anseiam por mudança, crescimento e doação. Mas muitas vezes se deixam cativar pela ideia romântica da Maçonaria, "toda luz, toda sabedoria", e não conseguem enxergar a obra obscura que se esconde por trás dela. Quando o trabalho se torna cansativo, quando o símbolo exige esforço prático, quando lhe são confiadas tarefas humildes e simples, talvez consideradas "fora de contexto" em relação ao trabalho profano que você realiza, então a peneira começa a se desfazer. Mas aqueles que permanecem aprendem que ...