Os Grandes Princípios - O Amor Fraternal
Da Redação
Todo
maçom conhece os Três Grandes Princípios que sustentam a Arte Real: Amor
Fraternal, Socorro e Verdade. No entanto, ao presenciar cenas desagradáveis em
Lojas, é legítimo questionar se todos realmente compreendem o significado do
amor fraternal e, principalmente, como ele deve ser vivido e praticado no dia a
dia.
Mas afinal, o que é o amor fraternal?
Amor
fraternal é o amor dedicado ao próximo como a um irmão. Esse conceito aparece
inúmeras vezes no Volume da Lei Sagrada e está no centro da mensagem espiritual
que orienta a convivência humana. Assim como pais se entristecem ao ver seus
filhos brigando, pois esperam que se amem mutuamente, o Grande Arquiteto do
Universo nos ordena a amar o nosso próximo — inclusive quando ele se apresenta
como adversário. Se isso é exigido em relação aos estranhos, quanto mais
deveria ser verdadeiro entre irmãos e irmãs.
Os
laços entre irmãos de sangue ajudam a dar forma às palavras das Escrituras, que
nos exortam a amar uns aos outros com afeição fraterna, cultivando unidade de
pensamento, empatia, ternura e humildade. Contudo, o amor fraternal não se
limita a irmão para irmão: ele se estende de irmã para irmã, de vizinho para
vizinho, de raça para raça e até de nação para nação. Em seu sentido mais
pleno, significa que todo ser humano deve demonstrar cuidado, compreensão,
respeito e genuína preocupação pelo outro.
Que
diferença faria no mundo se aprendêssemos a enxergar uns aos outros pelos olhos
do Criador. Somente quando reconhecemos o próximo como nosso igual — irmão ou
irmã — conseguimos compreender o verdadeiro significado do amor em toda a sua
plenitude.
Para
vivenciar o amor fraternal, precisamos primeiro aprender a amar dentro de
nossas próprias famílias. Infelizmente, essa não é a realidade de muitos lares.
Vivemos em uma época marcada por famílias desestruturadas, relacionamentos
rompidos e profundas feridas emocionais. Crianças, muitas vezes, são as maiores
vítimas, carregando traumas que podem levá-las anos para superar e que
dificultam a construção de vínculos saudáveis e de confiança no futuro.
Quando
uma família se fragmenta, muitos de seus membros permanecem quebrados
interiormente, tomados por ressentimento e amargura. Esses sentimentos ajudam a
explicar por que o amor ao próximo não é tão presente em nossa sociedade quanto
deveria ser. Justamente por isso, somos chamados a alcançar nossos irmãos e
irmãs no mundo, oferecendo acolhimento, compreensão e amor verdadeiro.
Nosso
amor pelo próximo deve ser maior do que o amor por nós mesmos. Um dos mais
belos textos já escritos sobre a natureza do amor encontra-se na Primeira Carta
aos Coríntios, capítulo 13, no Volume da Lei Sagrada. Ali, o amor é descrito
como paciente e bondoso; livre de inveja, orgulho e arrogância; respeitoso,
altruísta, sereno e misericordioso. Um amor que não se alegra com o mal, mas se
regozija com a verdade; que tudo protege, tudo crê, tudo espera e tudo suporta.
Essas
palavras são universais, aplicáveis a todos, independentemente de raça, credo
ou cultura. Estudar e viver plenamente o seu significado é um exercício que
poderia ocupar toda uma vida — e ainda assim jamais se esgotaria. O amor
fraternal, quando praticado de forma sincera, continua sendo um dos maiores
instrumentos de transformação do ser humano e da sociedade.

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