OUVIR O ARTIGO Por RL Tanit Desde os primórdios da civilização, o ser humano recorre aos símbolos para expressar verdades que ultrapassam a linguagem literal. Entre esses símbolos ancestrais, o galo ocupa um lugar singular. Seu nome, derivado do latim gallus — “ aquele que chama ” — já revela sua função primordial: anunciar, despertar, convocar. O canto que rompe a madrugada não é apenas um som natural; é um chamado à consciência, um marco entre as trevas da noite e a promessa da luz. O galo está intimamente ligado ao sol nascente. Ao cantar ao amanhecer, parece responder à primeira luz do dia, refletida simbolicamente em sua plumagem dourada e em sua crista vermelha, cores associadas à energia vital, ao fogo e à renovação. Assim, torna-se um emblema do início, do renascimento cíclico e do despertar espiritual. Na Grécia Antiga, o galo era associado a Hermes, mensageiro dos deuses, protetor dos viajantes e guia das almas, e a Asclépio, divindade da medicina e da cura. Ne...