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Mostrando postagens de dezembro, 2025

O MALHETE 201 - JANEIRO DE 2026

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Ainda Vale a Pena Ser Maçom?

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OUÇA O ARTIGO     Por Irmão Dário Angelo Baggieri (*) No crepúsculo da era digital, onde telas piscam como estrelas falsas e o homem corre atrás de likes efêmeros, surge a dúvida antiga: vale a pena ser maçom, guardião de símbolos eternos, em tempos de templos virtuais e rituais esquecidos? Olhe ao redor: o mundo grita em caos.  Guerras frias viram quentes em posts; virtudes se dissolvem em algoritmos. E a fraternidade, onde fica? Está se tornando “um meme” passageiro. Por que vestir o avental, erguer o malhete, quando o esquadro da vida parece torto? Pergunta coloquial que muitos fazem. Mas pare, irmão, e contemple o Oriente. A Maçonaria não é relíquia de museu, nem clube de segredos para curiosos. É forja de almas, lapidação do artífice de si próprio, onde o eu bruto vira pedra polida. Analisando pela batuta do sábio mestre, concluímos que, nos dias atuais, vale mais do que nunca. Vivemos na Torre de Babel 2.0: línguas confusas em redes sem a...

Irmão Laelso Rodrigues Passa ao Oriente Eterno

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OUVIR O ARTIGO Por Aldo Fogaça Laelso Rodrigues morreu em 22 de dezembro, em Sorocaba, aos 93 anos. Homem de presença marcante, dono de um sorriso cativante e de uma voz suave. Correto no trato com as pessoas e nos negócios, era humilde e sempre presente. Ele gostava da vida. Era um pacificador. Visionário, teve participação importante no desenvolvimento de Sorocaba e na instituição de entidades que visam à promoção humana. Sua longevidade e autonomia eram admiradas por todos que o cercavam. Ainda dirigia o próprio automóvel e, apesar da idade, não precisava usar óculos em nenhuma circunstância. Lúcido, tinha boa memória e vivia fazendo planos para o futuro. Não se limitava no tempo e era um entusiasta da tecnologia. Dominava a inteligência artificial (IA) e usava o recurso no celular no dia a dia. Na condição de membro da diretoria da Fundação Ubaldino do Amaral (FUA) — mantenedora do Jornal Cruzeiro do Sul e do Colégio Politécnico — e presidente do Conselho Superior da Fundaç...

Boaz ou Booz? Jaquim ou Jakin? Uma Revisão Sobre a Etimologia dos Nomes Das Colunas B e J (Parte I)

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  OUÇA O ARTIGO Ir.: José Ronaldo Viega Alves Oriente de Santana do Livramento – RS “Ele levantou as colunas na frente do pórtico do templo. Deu o nome de Jaquim à coluna do sul e de Boaz à coluna ao norte. Os capitéis no alto tinham a forma de lírios. E assim completou-se o trabalho das colunas.” (1 Reis 7:21–22 – Bíblia de Estudo Arqueológica NVI) “Pôs estas duas colunas no pórtico do templo. Tendo levantado a coluna direita, deu-lhe o nome de Jaquim; levantou do mesmo modo a segunda coluna e deu-lhe o nome de Booz.” (1 Reis 7:21–22 – Bíblia Sagrada) INTRODUÇÃO Este artigo foi escrito e publicado pela primeira vez há cerca de dez anos. O título recebe agora o acréscimo da palavra “Revisão”, pois, ao relê-lo e analisá-lo cuidadosamente, tornou-se necessário corrigir imprecisões, aprimorar conceitos e acrescentar novas informações. Boaz e Jaquim são os nomes das duas colunas de bronze que Salomão ordenou fossem fundidas e colocadas à entrada do Templo de Jerusalém. C...

O Galo: Símbolo de Vigilância, Renascimento e Sabedoria

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  OUVIR O ARTIGO Por RL Tanit Desde os primórdios da civilização, o ser humano recorre aos símbolos para expressar verdades que ultrapassam a linguagem literal. Entre esses símbolos ancestrais, o galo ocupa um lugar singular. Seu nome, derivado do latim gallus — “ aquele que chama ” — já revela sua função primordial: anunciar, despertar, convocar. O canto que rompe a madrugada não é apenas um som natural; é um chamado à consciência, um marco entre as trevas da noite e a promessa da luz. O galo está intimamente ligado ao sol nascente. Ao cantar ao amanhecer, parece responder à primeira luz do dia, refletida simbolicamente em sua plumagem dourada e em sua crista vermelha, cores associadas à energia vital, ao fogo e à renovação. Assim, torna-se um emblema do início, do renascimento cíclico e do despertar espiritual. Na Grécia Antiga, o galo era associado a Hermes, mensageiro dos deuses, protetor dos viajantes e guia das almas, e a Asclépio, divindade da medicina e da cura. Ne...

A Moradia Que Emana do Dragão Diante da Inteligência Artificial

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      OUÇA O ARTIGO  Um novo e grande desafio  “O surgimento de uma IA poderosa será a melhor ou a pior coisa que pode acontecer à humanidade.” Stephen Hawking  Introduçã o Há muitas perguntas e poucas respostas. Pode o método maçônico ajudar a humanidade a enfrentar o grande desafio da Inteligência Artificial? Ao longo de sua história, o mundo maçônico enfrentou inúmeros desafios filosóficos, científicos e espirituais. Hoje, deparamo-nos com um dos maiores: o surgimento da Inteligência Artificial. Alguns a veem como uma ameaça, outros como uma ferramenta. Talvez seja hora de admitir que a IA não é nenhuma das duas coisas. A IA é uma nova ordem — e, como tal, não deve ser contida, mas compreendida.  Luz, conhecimento e o medo do novo Desde o Iluminismo, o ideal humano tem sido o acesso à informação, o desenvolvimento do conhecimento e a emancipação do pensamento do dogma. Por séculos, buscamos a luz. Hoje, a luz chegou… e muitos já ...

Maçonaria e Mulheres: exclusões, caminhos paralelos e reconhecimentos

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OUVIR O ÁUDIO   Da Redação A relação entre a Maçonaria e as mulheres é longa, complexa e marcada por tensões entre tradição, prática histórica e transformações sociais. Embora a Maçonaria especulativa moderna tenha se estruturado, a partir do século XVIII, como uma instituição formalmente masculina, há evidências de participação feminina muito anteriores, bem como múltiplas experiências paralelas que desafiam uma leitura simplista de exclusão absoluta. Na Europa medieval e renascentista, o papel da mulher nos ofícios dependia, em grande parte, de sua condição jurídica. Viúvas de mestres artesãos frequentemente mantinham os negócios dos maridos e, em alguns casos, herdavam direitos corporativos. Documentos ingleses registram mulheres ligadas às corporações de construtores, como Gunnilda, citada como maçom em Norwich em 1256. Manuscritos antigos, como o Regius e registros da Catedral de York, indicam que a presença feminina, ainda que rara, não era totalmente desconhecida. A fi...

Pobreza, Desigualdade e o Dever Ético da Maçonaria

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POUÇA O ARTIGO Da Redação Compreender o que entendemos por pobreza e como a medimos é um dos grandes desafios do nosso tempo. Esses conceitos não são meramente teóricos: deles decorrem objetivos, métricas e ações concretas que moldam políticas públicas, projetos privados e estratégias de desenvolvimento capazes de definir o futuro de uma nação no curto, médio e longo prazo. Consequentemente, determinam também o destino de milhões de pessoas, não apenas em termos de renda, mas de dignidade, bem-estar social e possibilidades reais de realização humana. Durante muito tempo, a pobreza foi associada quase exclusivamente à falta de renda. Hoje, essa visão se mostra insuficiente. A pobreza é um fenômeno multidimensional, profundamente ligado à desigualdade e às estruturas de poder. Viver em situação de pobreza significa ter maior probabilidade de morrer de doenças evitáveis, enfrentar taxas mais elevadas de mortalidade infantil, não ter acesso adequado à educação, à saúde, à moradia dig...

O Comportamento Esperado de um Maçom na Vida Cotidiana

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  OUÇA O ARTIGO Da Redação A Maçonaria pode ser compreendida, antes de tudo, como uma escola de formação moral e espiritual. Mais do que rituais, cargos ou reuniões formais, ela propõe um verdadeiro código de vida, fundamentado nos mais elevados princípios éticos, no respeito ao próximo e na busca constante pelo aperfeiçoamento interior. Entre seus objetivos essenciais está a promoção da fraternidade universal, sustentada pela crença em um Princípio Criador. Essa fraternidade não se limita aos muros do Templo: ela se estende à sociedade como um todo, incentivando o auxílio aos menos favorecidos e a prática concreta da solidariedade. O maçom é chamado não apenas a compreender esses ideais, mas a vivê-los diariamente, demonstrando, por meio de suas atitudes, o valor real dos ensinamentos da Ordem. Ser maçom implica desenvolver um comportamento que reflita equilíbrio, retidão e consciência moral. Esse compromisso começa no ambiente mais íntimo: a família. Espera-se que o maçom...

Além do Véu do Ritual: Simbolismo, Consciência e Mistério na Maçonaria

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  OUÇA O ARTIGO Da Redação Ao participar de um Ritual Maçônico, torna-se evidente que há um significado misterioso e profundo em cada detalhe de sua estrutura rigorosamente ordenada. Nada é aleatório: gestos, palavras, movimentos e disposições espaciais seguem uma lógica precisa, quase como um mecanismo de relojoaria simbólica. À medida que o maçom aprofunda sua compreensão desses elementos, percebe que o ritual se apresenta como uma espécie de representação fractal, refletindo simultaneamente o cosmos e o próprio indivíduo. Mas, afinal, o que estamos fazendo quando participamos de um ritual maçônico? Estamos encenando um mito ancestral? Reprogramando nossa própria mente? Realizando uma cerimônia mágica? Preservando uma instituição milenar? Ou, talvez, tudo isso ao mesmo tempo? Qual é, de fato, a relação entre o ritual maçônico, o mito e a magia? Sem revelar qualquer aspecto específico dos rituais, é possível refletir sobre sua importância e seu significado mais amplo. Suas...