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Respeito, o Dever Pouco Praticado

  OUÇA A VERSÃO EM ÁUDIO Por Mateus Hautt Norenberg  (*) Qual o sentido de existir e conviver de forma conjunta e pacífica? A raça humana, Homo sapiens, é composta por seres portadores de grande capacidade cognitiva, ou seja, raciocinamos, aprendemos, memorizamos, tomamos decisões e interagimos de forma eficaz. Certa vez, em um programa de televisão, o médico, matemático e físico Doutor Enéas Carneiro foi questionado sobre o sentido da vida. Sua resposta foi impactante: firme sem agredir, enfática sem desrespeitar e crítica sem mencionar nada nem ninguém. A pergunta foi então sobre o sentido da vida. Parte de sua resposta foi: “Cada ser humano é um universo em miniatura. Cada ser humano tem aspirações que são diferentes quando a gente sai de um para outro representante dessa espécie. Eu vejo como uma tônica geral, que deveria ser objeto, deveria ser escopo do processo educacional do nosso país, desenvolver em cada indivíduo, em cada ser humano, o respeito pelo seu ...

O Idiota

OUÇA A VERSÃO EM ÁUDIO Por Mateus Norenberg (*) Você já se sentiu um idiota por ser justo ou verdadeiro? Precisamos falar sobre um gênio da literatura, Fiódor Dostoiévski. Nascido em 11 de novembro de 1821, em Moscou, na Rússia, filho de Mikhail Dostoiévski e Maria Fiódorova. Ficou órfão de mãe aos 16 anos e viajou para estudar na escola de engenharia militar. Em 1839, seu pai, médico, foi assassinado pelos camponeses da fazenda onde vivia. Esse fato abalou profundamente a vida de Dostoiévski, que passou a desenvolver suas primeiras crises de epilepsia. Em 1841, Dostoiévski começa sua senda na literatura, escrevendo e traduzindo livros. Suas obras tratavam ou remetiam a momentos de sua vida, ou de cotidianos ao seu redor. Um dos fatos mais marcantes ocorreu em 1847, quando, aos 26 anos, envolveu-se em uma conspiração contra Mikhail Petrashevski, que mantinha um clube de literatura com livros proibidos pelo Estado na época. Isso lhe rendeu uma condenação à morte. Um fato curio...

Até Onde Vai a Tolerância na Ordem Maçônica?

OUÇA O ARTIGO   Por Dário Angelo Baggieri Pergunta coloquial e de dificílima resposta à luz de nossos usos e costumes, permitindo a formatação de um compêndio, tamanha a amplitude dos posicionamentos emanados de um grande número de irmãos. A tolerância é um dos pilares da convivência humana. É ela que permite que diferentes pensamentos, culturas, religiões e estilos de vida coexistam num mesmo espaço sem que o caos se instale. Mas, como toda virtude, ela tem limites. E é justamente nesses limites que se revela o dilema de cada sociedade, de cada indivíduo. Somos ensinados, desde cedo, a respeitar as diferenças. Na escola, aprendemos que o coleguinha tem outro jeito de falar, outro tom de pele, outra fé, e que isso não diminui o valor de ninguém. Crescemos acreditando que aceitar o outro é sinal de maturidade e de humanidade. E, de fato, é. O problema começa quando a tolerância deixa de ser virtude e se transforma em passividade diante do inaceitável ou, pior ainda, de permiss...

OS CONCEITOS FILOSÓFICOS DO DEÍSMO E DO TEÍSMO E SUAS INFLUÊNCIAS NOS RITOS MAÇÔNICOS

OUÇA O ARTIGO Por Irmão José Ronaldo Viega Alves Oriente de Sant’Ana do Livramento, RS > “ Sob a influência britânica — já que foi na Inglaterra que a Maçonaria adquiriu a sua feição moderna — a esmagadora maioria dos ritos maçônicos é teísta, sendo, inclusive, exigida do candidato à Iniciação a declaração de crença em Deus e em sua vontade revelada. Embora alguns autores queiram defender a ideia de que alguns ritos são deístas e não teístas, a verdade é que a prática desmente a teoria. ” > (Girardi, 2008, p. 591) INTRODUÇÃO Falar a respeito da existência e da utilização de preces e invocações durante uma sessão maçônica, de juramentos sobre o Livro da Lei Sagrada — que para a maioria dos Maçons é a Bíblia —, entre outras coisas, requer um certo cuidado para não confundir o leitor ou remetê-lo ao velho e desgastado debate sobre a Maçonaria ser ou não uma religião. Antes de prosseguir e a título de esclarecimento, é bom ter em mente: a Maçonaria não é uma religião, mas...

REERGUIMENTO DA FRAFEM “APÓSTOLOS DA GALILEIA”

OUÇA A MATÉRIA No dia 21 de setembro de 2025, a cidade de Montes Claros-MG foi palco de uma importante celebração maçônica: a cerimônia de reerguimento das atividades da FRAFEM “Apóstolos da Galileia”, realizada no Templo da ARLS Apóstolos da Galileia, patrocinadora da entidade. A sessão, conduzida pelo Venerável Mestre da Oficina, Irmão Carlos Roberto Lisboa, reuniu autoridades maçônicas, cunhadas e convidados em um ambiente de fraternidade e entusiasmo pela retomada dos trabalhos da Fraternidade Feminina.  Nova diretoria empossada Na ocasião, foi apresentada a nova Diretoria da FRAFEM “Apóstolos da Galileia”, composta pelas seguintes cunhadas:  Nadir Paz do Nascimento (Presidente)  Jaqueline Antunes Rocha Silva (Vice-Presidente)  Andréa Pereira Guimarães Gonçalves (Diretora Secretária)  Maria de Jesus Gomes Miranda (Diretora de Finanças)  Monique Batista Furtado Amparado (Diretora Social e Cultural)  Presenças ilustres A solenid...

O Rito de Baldwyn: Uma viagem à maçonaria perdida de Bristol

  Por Tácio Brito Como uma cidade inglesa se tornou a guardiã de um sistema maçônico único, preservando rituais que o tempo quase esqueceu. No vasto e complexo mosaico da Maçonaria, cada rito é um universo em si, um caminho com sua própria história, filosofia e simbolismo. Como um mestre maçom iniciado e exaltado ao Grau do Real Arco no Rito Americano (popularmente conhecido como Rito de York), sempre me fascinou a forma como nossas tradições se ramificaram e evoluíram. É com esse olhar, de quem conhece uma das grandes correntes do rio maçônico, que me volto para uma de suas anomalias mais fascinantes: o Rito de Baldwyn, um sistema de "tempo imemorial" que sobrevive como um fóssil vivo, confinado à cidade inglesa de Bristol. O que torna o Rito de Baldwyn tão singular não é apenas sua antiguidade, mas sua arquitetura. Ele integra, em uma única e coesa jornada, elementos que na maioria das outras jurisdições - incluindo a minha permanecem rigorosamente segregados. É um ...

A Maçonaria e a Independência do Brasil: O Papel Oculto na Emancipação Nacional

OUÇA O ÁUDIO DO ARTIGO   Da Redação A Independência do Brasil, proclamada em 7 de setembro de 1822 por Dom Pedro às margens do riacho Ipiranga, é um dos acontecimentos mais marcantes da história nacional. Contudo, por trás do célebre “Grito da Independência”, existiu um movimento mais amplo, articulado nos bastidores, no qual a Maçonaria exerceu papel decisivo. A influência maçônica se fez sentir tanto antes quanto depois da proclamação formal, sendo essencial para consolidar a emancipação política e estabelecer os rumos do novo império. O Contexto Pré-Independência No início do século XIX, o Brasil ainda vivia sob o jugo da Coroa portuguesa. A transferência da corte em 1808 para o Rio de Janeiro trouxe transformações econômicas e culturais, mas também acirrou o debate sobre autonomia política. Foi nesse cenário que a Maçonaria começou a atuar como espaço de debate e articulação. Nas lojas maçônicas do Rio de Janeiro e de outras províncias, intelectuais, militares e polít...

Do Aprendiz ao Mestre: A Tríade 3–5–9 como Síntese da Iniciação

  Por João Alexandre Paschoalin Filho, 33 (*) Na Maçonaria, os graus simbólicos, Aprendiz, Companheiro e Mestre, formam a Loja Azul e guardam uma sequência numérica oculta: 3, 5 e 9. Embora conhecida, poucos se aprofundam em seu real sentido, analisando-os de forma fragmentada, quando na verdade representam um caminho contínuo de formação iniciática. Este ensaio busca lançar uma interpretação ousada, conectando essa sequência aos ensinamentos das antigas escolas de mistério, lembrando que o conhecimento maçônico deve ser holístico e não reduzido a apenas moralidade superficial. A Ordem Maçônica é um repositório de saberes esotéricos preservados contra perseguições e abriga símbolos que remetem à alquimia, à Cabala e à astrologia. Entre eles, a cor azul se destaca: primária, pura e espiritual, evoca introspecção, serenidade e elevação da alma, relacionando-se ao céu, ao infinito e ao elemento Ar, além de estar ligada a Júpiter e Mercúrio, símbolos da sabedoria e da inteligênci...